Cientista de Observação da Terra



O que é um Cientista de Observação da Terra?


Sobre o que é esta área?

A observação da Terra essencialmente dá-nos uma visão de águia sobre o nosso planeta. Esta observação é feita através da teledeteção, que é a recolha de imagens e dados da superfície da Terra e da sua atmosfera usando câmaras e instrumentos que tanto podem estar num satélite em torno da Terra, como num avião a voar sobre uma região em particular, ou em drones sobre o nosso quintal. A informação que se colhe dessas formas é depois analisada num computador e é usada para saber mais sobre o clima, os estragos causados por um furacão numa floresta, a área inundada depois de uma forte tempestade, a área de um país que está ocupada com plantações de diferentes espécies, a temperatura da água do mar e muito mais. Estas técnicas também podem ser usadas para descobrir mais sobre áreas remotas que são de difícil acesso para nós, ou regiões perigosas ou inacessíveis após um terramoto ou inundação.

Uma grande vantagem dos dados de observação da Terra é que nos permitem “ver” a Terra de formas que os nossos olhos não conseguem ver. Como exemplo, alguns sensores conseguem detetar o calor ou a energia térmica e desta forma conseguimos saber a temperatura das nuvens, do oceano ou do solo. Com sensores de micro-ondas podemos “ver” através das nuvens e à noite, o que nos permite colher informação importante a qualquer hora do dia. Podemos inclusivamente medir a altura das ondas no oceano usando um sensor chamado altímetro.

O que é que eu faria no dia a dia?

A principal função de um Cientista de Observação da Terra é analisar os dados colhidos pelos sistemas de detetores. Por este motivo é necessário estar confortável com o uso de computadores para conseguir processar e interpretar os dados. Um Cientista de Observação da Terra produz mapas e gráficos que ilustram diferentes propriedades da Terra, como por exemplo como a temperatura varia ao longo do tempo. Além disto, é importante comparar os dados obtidos remotamente com os dados medidos no solo, então por vezes os cientistas que usam teledeteção também realizam trabalho de campo em terra, ou mar, para depois comparar os dados de ambos no seu escritório e garantir que são consistentes.

O quanto e o quê eu preciso de estudar?

É bom ter interesse em como a Terra funciona, por isso geografia é útil. No entanto, o trabalho também envolve bastante processamento no computador então ser bom em matemática, física ou ciências computacionais é certamente uma vantagem. Vais precisar de um curso em alguma dessas áreas e normalmente um mestrado com uma especialização em Observação da Terra. Alguns cientistas que trabalham nesta área também têm doutoramento, mas não é crucial.

Onde posso trabalhar?

Há cada vez mais oportunidades para Cientistas de Observação da Terra. Podes trabalhar em empresas privadas e consultadorias ligadas ao monitoramento do ambiente, algumas ONGs que acompanhem o desenvolvimento global ou resposta a catástrofes, laboratórios de pesquisa e Universidades que trabalhem com o ambiente ou ciências da Terra, ou mesmo nas próprias agências espaciais.

Esta ainda é uma área bastante especializada, então inicialmente talvez seja necessário viver em vários lugares, trabalhar em contractos de curta duração. É uma área que ainda depende bastante de financiamento governamental.

Esta carreira é para ti, se…

…tens curiosidade sobre como a Terra funciona e adoras a ideia de descobrir componentes suas que nunca poderias ver com os teus olhos.

…gostas de trabalhar com computadores e, se do desafio de escrever programas de computador.

…és metódico e paciente, pois com frequência é preciso processar as imagens e os dados de diversas formas até conseguir revelar os seus segredos.

Um Cientista de Observação da Terra deve ser:

Um pensador lógico: os resultados que se obtêm do processamento de dados precisam de ser analisados e devem fazer sentido.

Detalhista: ao trabalhar com os dados, é necessário seguir muitos passos, ter atenção aos detalhes e ser cuidadoso

Persistente: Às vezes é necessário tentar várias abordagens para se conseguir chegar a uma resposta. Por vezes segue-se caminhos que não levam a nenhuma conclusão e é necessário voltar atrás e recomeçar.

Texto informado pelo Dr. Ned Dwyer, diretor executivo do Centro Europeu de Informação em Ciências e Tecnologias do Mar (Eurocean)

Imagem: Visão de radar do satélite Sentinela-1 do Programa Copernicus;  Crédito: ESA/ATG medialab




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