Sobre as sessões da 2.ª edição

FEVEREIRO   ::   MARÇO   ::   ABRIL   ::   MAIO   ::   JUNHO de 2022   ::   Página principal

 

Clique nos meses indicados para conhecer os convidados e os conteúdos de cada sessão, nas seções respetivas intituladas ‘Porquê este tema?’. Conheça também alguns recursos educativos e links úteis para as sessões de Março e Junho.

 

Convidados da 5.ª sessão

22 JUNHO · 18.30

O tema da sessão de Junho foi “Do Espaço ao Oceano”. Falámos da utilização das ferramentas do Espaço para a vigilância e preservação do Oceano e do litoral, sobretudo através do uso de satélites. Mas porquê este tema? Consulte os nossos recursos e alguns links úteis sobre esta sessão.

Conheça os quatro convidados que formaram o nosso painel nesta sessão:

  • Luís Sousa, Engenheiro Topógrafo e gerente geral da LS Engenharia Geográfica. Falou-nos do seu trabalho na aquisição de informação geoespacial e da importância da cartografia para a proteção ambiental terrestre e marítima;

  • Pedro Lourenço, Chefe da Unidade de Vigilância da Agência Europeia da Segurança Marítima (EMSA). Falou-nos dos vários serviços prestados pela EMSA nas áreas da observação da Terra e vigilância marítima, entre outros;

  • Vanda Brotas, Professora de Biologia na Faculdade de Ciências da UL e investigadora do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE). Explicou-nos a importância do trabalho que tem desenvolvido em várias vertentes da Ecologia Marinha;

  • João Fernandes, Presidente da Região de Turismo do Algarve. Explicou-nos como tem utilizado no seu trabalho os vários serviços referidos durante a sessão, falando-nos da sua importância na perspetiva de utilizador;

Moderação: Carolina Sá, responsável pelos projetos de Observação da Terra da Agência Espacial Portuguesa - Portugal Space

 

Luís Sousa · Fundador e sócio-gerente da LS Engenharia Geográfica

Luís Sousa formou-se na Universidade do Algarve, é Engenheiro Topógrafo e sócio fundador da LS Engenharia Geográfica, na qual exerce atualmente o cargo de gerente geral. As suas áreas de atuação na empresa são a geodesia, o cadastro predial e a construção civil e obras públicas. 

A LS Engenharia Geográfica tem sede em Faro e é uma empresa especializada na aquisição e edição de informação geoespacial e produção de cartografia, com foco na proteção ambiental terrestre e marítima. Foi selecionada pela ESA para o desenvolvimento de projetos de engenharia geoespacial e é pioneira na Península Ibérica na criação de novos serviços de observação terrestre com recurso a satélites.

 

 

 

 

Pedro Lourenço · Chefe da Unidade de Vigilância da Agência Europeia da Segurança Marítima

Pedro Lourenço é o responsável pela Unidade de Vigilância da Agência Europeia de Segurança Marítima (EMSA), onde faz a gestão de uma vasta gama de serviços: sistemas aeronáuticos pilotados por via remota; serviços de observação da Terra de vigilância marítima CleanSeaNet e Copernicus; comunicações via satélite; e satélites com sistema de identificação automática.

Tem um Mestrado em Engenharia Ambiental pela Universidade Nova de Lisboa e em Administração de Empresas pela Universidade Católica de Lisboa e Nova SBE, em colaboração com o MIT Sloan School of Management.

A EMSA presta serviços de vigilância nas áreas da segurança marítima, monitorização da poluição marinha, controlo das pescas, aplicação da lei, controlo fronteiriço e alfândegas.

 

 

 

Vanda Brotas · Professora de Biologia na FCUL e investigadora do MARE

É professora catedrática na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) e investigadora do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente da mesma universidade, o MARE.

Os seus interesses atuais de investigação centram-se na área da Ecologia Marinha, em particular em ecologia, função e dinâmica do fitoplâncton, deteção remota da cor do oceano e produtores primários de ecossistemas estuarinos.

Foi Directora do Centro de Oceanografia e Presidente do Departamento de Biologia Vegetal da FCUL. Tem coordenado projectos internacionais e é investigadora principal de vários projectos nacionais. É coordenadora do doutoramento em Ciências do Mar da FCUL e co-coordenadora do de Biologia.

 

 

 

 

João Fernandes · Presidente da Região de Turismo do Algarve

Preside à Região de Turismo do Algarve (RTA) e à Associação Turismo do Algarve (ATA). Licenciou-se em Engenharia do Ambiente, tendo realizado uma pós-graduação em Gestão Empresarial na Universidade do Algarve. Ao longo do seu percurso profissional, investiu em formação avançada nas áreas do Turismo, Gestão, Marketing, Recursos Humanos e Ambiente, no Mestrado de Hospitality Management Institute do ISCTE, Ecole Hôtelière de Lausanne e Novaforum – Universidade Nova de Lisboa.

No início da sua carreira foi docente das disciplinas de Fenómenos de Transferência e Desenho Técnico na Licenciatura em Engenharia do Ambiente da Universidade do Algarve, tendo participado em artigos científicos na área de tratamento e reutilização de águas residuais. Colaborou com a Universidade do Algarve, enquanto consultor, para a criação de Regulamento de Reconhecimento de Competências no Ensino Superior, atualmente em vigor.

 

 

Porquê monitorizar o oceano e a orla costeira?

O oceano cobre 71% da superfície da Terra e é vital para a nossa sobrevivência. No entanto, a sua poluição e acidificação, as fluorescências de algas e microplâncton e a erosão das zonas costeiras são problemas que afetam todos os ecossistemas e a biodiversidade.

Todas estas situações se têm vindo a agravar com a ação humana e serão intensificados pela mudança climática. Como podemos então monitorizar e preservar o oceano e as zonas costeiras, prevenir riscos e contribuir para os mitigar?

Nesta conversa veremos como as ciências e tecnologias espaciais nos permitem criar sistemas de vigilância permanente sobre o estado do oceano e prever situações que podem pôr em risco as comunidades costeiras.

 

Na figura: Esta imagem obtida pelo satélite Sentinel-2 da missão Copernicus mostra-nos a eflorescência[1] de algas verdes no Mar Báltico. Este fenómeno pode ser muito prejudicial para os peixes e até para os seres humanos. LER MAIS >>


[1] Eflorescência: Grande aumento da concentração de algas num sistema aquático, como por exemplo o florescimento de algas tóxicas.

 

Recursos educativos

Aqui pode encontrar vários tipos diferentes de imagens de satélite e de simulações 3D de arribas da costa algarvia. Poderão ser utilizadas como recursos pelos docentes em contexto de sala de aula (cortesia de Luís Sousa, da LS Engenharia Geográfica). LER MAIS >>

 

Convidados da 4.ª sessão

25 MAIO · 18.30

O tema da sessão de Maio foi “Cidades com mais Espaço” e ficámos a saber de que forma algumas tecnologias espaciais foram ou podem vir a ser aplicadas à agricultura. Mas porquê este tema?

Conheça os quatro convidados que formaram o nosso painel nesta sessão:

  • Ana Oliveira, Analista Sénior de Dados Geospaciais no CoLAB +ATLANTIC. Falou-nos da utilização de dados de satélite para a criação de modelos de previsão de clima urbano e dos desafios ambientais das regiões costeiras;

  • Cristina CalheirosInvestigadora do CIIMAR na Universidade do Porto. Explicou-nos as vantagens das soluções baseadas na natureza na sustentabilidade dos territórios e mitigação das alterações climáticas;

  • André Oliveira, Chief Technology Officer no CoLAB +ATLANTIC e gestor no Centro de Engenharia e Desenvolvimentos de Produtos (CEiiA). Falou-nos do seu trabalho na área do setor Aeroespacial, Defesa e Segurança;

  • Giuseppe Cornaglia, Gestor de Sistemas na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), e Alexandre Penha, Adjunto de Operações. Falaram-nos do papel da ANEPC como Ponto Focal Nacional do Copernicus Emergency Management Service e da coordenação dos sistemas de apoio à decisão e gestão de ocorrências.

Moderação: Ana Noronha, Diretora Executiva da Ciência Viva

 

Ana Oliveira · Analista Sénior de Dados Geospaciais na CoLAB +ATLANTIC

Doutorada em Sistemas de Energia Sustentável pelo Programa MIT Portugal, uma parceria entre o Massachusetts Institute of Technology e o Instituto Superior Técnico. Licenciou-se em Arquitetura pela Universidade de Lisboa. 

Atualmente, trabalha como Analista Sénior de Dados Geoespaciais na CoLAB +ATLANTIC, um Laboratório Português Colaborativo que fornece produtos e serviços nas áreas da economia azul, sustentabilidade dos oceanos, saúde do ecossistema marinho, alterações climáticas, e alfabetização oceânica, entre outros.

Ao longo da sua tese, desenvolveu e testou modelos de previsão empírica da exposição de cidades mediterrânicas ao calor, proporcionando alternativas de baixo custo para a avaliação térmica urbana. Os seus modelos permitem testar e comparar o desempenho de cenários alternativos de planeamento urbano, face aos efeitos das alterações climáticas. Este trabalho foi realizado para o Grupo de Investigação em Alterações Climáticas e Sistemas Ambientais (ZEPHYRUS) do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa.

Ana Oliveira estuda a adaptação local a eventos de calor extremo e usa dados de satélite para o desenvolvimento de modelos de previsão de clima urbano. Trabalha com modelos atmosféricos e tecnologias de informação geográfica para explorar os desafios ambientais das regiões costeiras, incluindo cenários de alterações climáticas.

 

Cristina Calheiros · Investigadora do CIIMAR na Universidade do Porto

Doutorada em Biotecnologia pela Universidade Católica Portuguesa. Trabalha atualmente como investigadora no Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto (CIIMAR-UP). É Engenheira do Ambiente, Coordenadora Científica do Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA) e Professora no Mestrado em Ciências do Ambiente e Gestão na Universidade de São José em Macau, China. 

O seu trabalho foca-se no desenvolvimento de soluções baseadas na natureza, como telhados verdes, jardins verticais, leitos de plantas e ilhas flutuantes, para apoio à sustentabilidade dos territórios e como ferramenta de adaptação e mitigação às alterações climáticas. Dedica-se também à fitorremediação[1], tratamento e valorização de águas e resíduos, geoética, educação para a sustentabilidade, educação ambiental, turismo e desenvolvimento rural. 

Tem procurado implementar soluções baseadas na natureza para criar uma cidade onde os seu recursos sejam constantemente monitorizados. Tem estado envolvida em projetos de colaboração com várias entidades, tais como Empresas, Municípios, Universidades e Escolas. Em 2017 foi selecionada para integrar o Laboratório Europeu de Inovação da Água, da organização ambiental Waterlution.


[1] Fitorremediação: Tecnologia que utiliza plantas para minimizar poluentes do meio ambiente.

 

André Oliveira · Chief Technology Officer no CoLAB +ATLANTIC e gestor no CEiiA

Licenciado em Engenharia Aeroespacial pelo IST. Tem uma pós-graduação em análise e design de Sistemas Espaciais pela Universidade Espacial Internacional (ISU) e uma pós-graduação em liderança empresarial pelo IMD em Lausanne.

Desde 2019, divide o seu tempo entre o Laboratório Colaborativo +ATLANTIC e o Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produtos (CEiiA). Desempenha as funções de Chief Technology Officer na área das tecnologias Espaciais do CoLAB +ATLANTIC e é gestor de desenvolvimento de negócios para o Espaço no CEiiA.

Trabalhou em estruturas inteligentes e dinâmica multicorpo no Centro de Tecnologia e Pesquisa Aeroespacial Europeia (ESTEC) da ESA, na Holanda. Depois disso, passou 14 anos no grupo TEKEVER, onde foi responsável por todas as atividades de I&D nos domínios do setor Aeroespacial, Defesa e Segurança com foco em pequenos satélites, drones, deteção remota e sistemas militares. Durante este período, geriu e coordenou diretamente 14 projectos internacionais. É perito em sistemas multi-domínios não tripulados e em sistemas de energia militares. Membro ativo do grupo de peritos da Comissão sobre Políticas e Programas relevantes para o Espaço, Defesa e Indústria Aeronáutica da UE.

 

Giuseppe Cornaglia · Gestor de Sistemas na Autoridade Nacional de Proteção Civil

Licenciado em Economia e Especialista em Informática. Entre 1990 e 2007, trabalhou na área dos Sistemas de Informação Geográfica e da Observação remota da Terra nos Serviços Florestais (agora Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas). Neste serviço, foi responsável pela digitalização da cartografia florestal das matas nacionais e perímetros florestais, e foi co-autor do III Inventário Florestal Nacional (1995).

Trabalha como Gestor de Sistemas de Informação na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) desde 2007, onde tem assegurado, desde a sua fase pré-operacional (GMES, Global Monitoring for Environment and Security), o papel da instituição como Ponto Focal Nacional do Copernicus Emergency Management Service e acompanhado todas as ativações portuguesas desde 2012.

 

 

Alexandre Penha · Adjunto de Operações no Comando da Proteção Civil

Licenciado em Gestão da Segurança e Proteção Civil, frequenta o mestrado de Liderança de Pessoas e Organizações na Academia Militar. É Adjunto de Operações Nacionais no Comando Nacional de Emergência e Proteção Civil da ANEPC, onde é responsável pela coordenação dos sistemas de apoio à decisão e gestão de ocorrências.

Iniciou a sua carreira como bombeiro em Maio de 1997, no Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa. Trabalhou neste regimento até 2017, tendo exercido funções no Gabinete de Apoio ao Comando Nacional de Operações de Socorro, com responsabilidade na gestão e criação de informação geográfica e participado em missões de ajuda internacional.

Durante a sua carreira, participou em diversos projetos nacionais e internacionais no âmbito da Proteção Civil. Foi também um dos responsáveis pelo desenvolvimento e implementação de sistemas de simulação de comportamento de incêndio no sistema de proteção civil nacional. 

 

Porquê cidades inteligentes e sustentáveis?

Cerca de 400 cidades mundiais analisadas por organizações independentes ligadas ao ambiente não se encontram preparadas para enfrentar as alterações climáticas. Por outro lado, estudos mais recentes indicam que há uma forte tendência global para vivermos cada vez mais em grandes cidades. Nesse sentido, as escolhas que fizermos em matéria de infraestruturas urbanas terão grande influência na nossa capacidade de resistência à mudança climática.

Quais são então os desafios que poderemos ter de enfrentar em breve na Europa? Chuvas mais frequentes, inundações e ondas de calor – só para começar.

O Espaço à Quarta promove assim uma conversa com vários especialistas sobre as aplicações das ciências e tecnologias espaciais ao planeamento e monitorização das cidades, na procura de aumentar a sua sustentabilidade, de fazer face às alterações climáticas, riscos naturais e até ao aumento do turismo urbano. Esta sessão incluiu ainda uma breve homenagem ao arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles, por ocasião do centenário do seu nascimento.

 

Convidados da 3.ª sessão

27 ABRIL · 18.30

O tema da sessão de Abril foi “Espaço para a Agricultura” e ficámos a saber de que forma algumas tecnologias espaciais foram ou podem vir a ser aplicadas à agricultura. Mas porquê este tema?

Conheça os quatro convidados que formaram o nosso painel nesta sessão:

  • José Rafael Marques da Silva, investigador no Instituto Mediterrâneo para Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento e Professor da Universidade de Évora. Falou-nos da otimização de recursos tecnológicos na agricultura e dos seus impactos na biodiversidade e sustentabilidade;

  • Cátia Pinto, investigadora no Smart Farm COLAB. Explicou-nos em que consistiram os estudos que realizou no Laboratório de Indução de Resistência e Bioproteção das Plantas;

  • Francisco Câmara, coordenador de projetos da empresa aeroespacial Spin.Works. Falou-nos da importância da plataforma online MAPP para a agricultura, que permite recolher e processar dados fotográficos em larga escala;

  • Fernando Alves, responsável pela investigação e desenvolvimento da produtora de vinhos Symington. Falou-nos das suas vinhas experimentais no Douro, onde investiga o comportamento das diversas castas de uvas e a sua capacidade de resistência à seca.

Moderação: Ana Noronha, Diretora Executiva da Ciência Viva

 

José Rafael Marques da Silva · Engenheiro Agrícola e Professor Catedrático na Universidade Évora

Licenciado em Engenharia Agrícola pela Universidade de Évora. Doutorado em Modelação da Erodibilidade do Solo, com Agregação em Agricultura de Precisão pela mesma universidade. Em Julho de 2021 assumiu as funções de Professor Catedrático no Departamento de Engenharia Rural da Universidade de Évora, na qual já lecionava desde 1991 na qualidade de Professor Associado.

É investigador no Instituto Mediterrâneo para Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento (MED) desta universidade, onde se dedica à otimização de recursos em agricultura e à redução dos seus impactos, nomeadamente nas áreas da biodiversidade e sustentabilidade ambiental, social e paisagística.

Exerce ainda as funções de Diretor Técnico e de Segurança da empresa AgroInsider, da qual foi um dos fundadores; de Analista de grandes bases de dados agrícolas; e de Especialista em Serviços Intensivos de Negócios de Conhecimento Agrícola. Interessa-se particularmente pela aplicação de sensores óticos, geoeléctricos e remotos à agricultura e ambiente. Publicou mais de 50 artigos em revistas científicas internacionais.

 

 

Cátia Pinto · Investigadora no SFCOLAB, Laboratório Colaborativo para a Inovação Digital na Agricultura

Licenciada em Biologia Molecular e Genética pela Universidade de Aveiro e doutorada em Biologia pela Universidade de Reims Champagne-Ardenne, em França. A sua tese de doutoramento consistiu numa análise aprofundada do microbioma natural das vinhas. Os seus estudos foram realizados no Laboratório de Indução de Resistência e Bioprotecção das Plantas (RIBP) desta universidade e no Departamento de Genómica da Biocant Park, um Centro privado de Inovação em Biotecnologia com base em Cantanhede.

Atualmente, é Secretária Executiva no Smart Farm COLAB, o Laboratório Colaborativo para a Inovação Digital na Agricultura. Este laboratório tem como objetivo desenvolver um quadro de gestão sustentável de recursos através da digitalização da agricultura, abordando os atuais desafios das alterações climáticas e economia circular.

Cátia Pinto trabalha também no conselho de auditoria da Associação dos Jovens Agricultores (AJAP) desde 2021. Entre 2018 e 2020, foi investigadora e diretora de laboratório na sede espanhola da Biome Makers Inc., em Valladolid. A Biome Makers é uma empresa global que tem como missão capacitar agricultores e desenvolver ferramentas analíticas do solo para uma agricultura mais sustentável e produtiva.

 

Francisco Câmara · Engenheiro Aeroespacial e Project Manager da empresa Spin.Works, S.A.

Licenciado em Engenharia Aeroespacial pelo Instituto Superior Técnico e Mestre em Sistemas de Controlo e Simulação em Engenharia Aeroespacial pela Universidade Tecnológica de Delft, nos Países Baixos.

É diretor de projetos desde 2006 na empresa aeroespacial Spin.Works, que se dedica ao desenvolvimento e fabrico de sistemas de defesa, espaciais e não tripulados. Liderou a equipa que desenvolveu para a ESA um sistema de deteção e desvio de obstáculos em tempo real para uma aterragem de precisão em Marte.

Entre 2003 e 2006 foi Engenheiro Sénior de Projetos na Deimos Engenharia, uma empresa Portuguesa de referência no setor espacial europeu, que concebe e desenvolve sistemas espaciais avançados. Em 2002 estagiou no Departamento de Dinâmica de Voo e de Sistemas de Software de Voo da EADS Astrium, em Bremen . A Astrium foi uma empresa da European Aeronautic Defence and Space Company do grupo Airbus que atuava nas áreas de serviços de engenharia, segurança e defesa aeroespacial.

 

 

Fernando Alves · Engenheiro Agrícola, I&D da produtora de vinhos Symington Family Estates

Licenciado em Engenharia Agrícola e pós-graduado em Ciências Agronómicas-Viticultura, ambos pela Universidade de Trás-os-Montes, Vila Real, Portugal.

É Sénior Manager de investigação e desenvolvimento da Symington Vinhos, S.A. desde 2013. As suas maiores áreas de interesse englobam as alterações climáticas, proteção de culturas, fisiologia da videira, stress hídrico, eficiência produtiva em viticultura de montanha, e viticultura sustentável. Colabora também com a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) como Delegado Científico no grupo ENVIRO. Participa em diversos projetos de I&D nacionais e internacionais, contando com diversas apresentações em conferências e publicações científicas como autor e coautor.

Trabalhou também na ADVID, Cluster da Vinha e do Vinho e CoLAB VINES & WINES, uma instituição sem fins lucrativos que tem como missão melhorar a viticultura em Portugal. Entre 1987 e 2013 ocupou diferentes funções na ADVID, incluindo o cargo de Diretor Técnico e de Diretor Executivo desta associação, tendo sido responsável pela candidatura para reconhecimento desta instituição como Cluster da Vinha e do Vinho para a região do Douro, no âmbito da Estratégia de Eficiência Coletiva implementada pelo Governo de Portugal.

 

Porquê aplicar novas tecnologias à agricultura?

Ultimamente, a agricultura tem-se deparado com vários obstáculos, como as variações no clima, problemas logísticos ou a falta de infraestruturas e capital humano. São estes os grandes desafios da agricultura moderna e sustentável, que começa a ganhar relevo com os avanços tecnológicos. Nesta sessão, procurámos responder a algumas questões que se levantam, como por exemplo: de que forma as ciências e as tecnologias do espaço podem contribuir para um melhor uso dos recursos agrícolas? Como é que alguns vinicultores têm utilizado as tecnologias que desenvolveram nas suas explorações?

 

Convidados da 2.ª sessão

30 MARÇO · 18.30

A sessão de Março decorreu em formato híbrido. Foi transmitida em direto via YouTube e Facebook e o Auditório José Mariano Gago abriu as suas portas ao público pela primeira vez no âmbito d’O Espaço à Quarta.

O tema da sessão foi “O Espaço não é uma seca!” e teve como objetivo falar das nossas reservas de água doce e da importância das aplicações das ciências e tecnologias espaciais na monitorização da água disponível para uso humano. Mas porquê este tema? Consulte aqui alguns links úteis sobre esta sessão.

O debate contou com um painel formado por quatro convidados: 

  • José Carlos Pimenta Machado, Engenheiro do Ambiente e Vice-Presidente do Conselho Diretivo da Agência Portuguesa do Ambiente. Falou-nos da evolução dos nossos recursos hídricos;

  • Matej Batič, investigador no laboratório esloveno Sinergise e um dos criadores da aplicação web BlueDot Water Observatory, que usa a Inteligência Artificial para monitorizar o nível de água dos lagos e albufeiras europeus. Explicou-nos que esta ferramenta online é gratuita e permite que todos os seus utilizadores possam consultar, visualizar e comparar dados recorrendo a imagens de satélite;

  • Maria João Costa, Professora no Departamento de Física da Universidade de Évora e investigadora do Instituto de Ciências da Terra na mesma universidade. Revelou-nos como é feita a deteção remota da qualidade da água do Alqueva;

  • Carolina Sá, Responsável pelos projetos de Observação da Terra da Agência Espacial Portuguesa. Explicou-nos o que tem tudo isto a ver com o Espaço e falou-nos das oportunidades que existem nesta área para as empresas portuguesas.

Moderação: Ana Noronha, Diretora Executiva da Ciência Viva

 

José Pimenta Machado · Vice-Presidente do Conselho Diretivo da Agência Portuguesa do Ambiente

Licenciado em Engenharia do Ambiente pela Universidade de Aveiro e pós-graduado na mesma área pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Tem um Master em Administração Pública pela Universidade Católica e o Curso de Estudos Avançados de Defesa Nacional.

Dedicou a sua vida profissional à área do ambiente, em matérias relacionadas com a gestão dos recursos hídricos. Exerceu funções na Comissão de Gestão Integrada da Bacia Hidrográfica do Ave, onde planeou e coordenou ações de despoluição da mesma.

Exerce as funções de Presidente do Conselho de Administração da Sociedade Polis Litoral Norte e da Sociedade Polis Ria de Aveiro e é membro da direção do Instituto de Hidráulica e Recursos Hídricos da Faculdade de Engenharia do Porto. Entre 2008 e 2018, foi Administrador Regional e Diretor de Departamento de Recursos Hídricos do Litoral da Administração da Região Hidrográfica do Norte da Agência Portuguesa do Ambiente, da qual é ainda Vice-Presidente do respetivo Conselho Diretivo.

 

 

Matej Batič · Coordenador da Investigação em Observação da Terra, Sinergise, Eslovénia

Doutorado em Física Experimental de Partículas pela Faculdade de Matemática e Física da Universidade de Ljubljana, na Eslovénia. Trabalhou no Instituto Jozef Stefan, o principal centro de investigação científica do seu país. Foi investigador no Instituto Nacional Tyndall em Cork, na Irlanda, onde concebeu uma estrutura otimizada para canalizar isótopos líquidos altamente radioactivos. Trabalha atualmente no Sinergise, o Laboratório de Sistemas de Informação Geográfica em Ljubljana, onde exerce a função de Chefe da Equipa de Investigação em Observação da Terra. 

Matej tem mais de 10 anos de experiência em investigação e projectos comerciais relacionados com grandes quantidades de dados geoespaciais. Concluiu com sucesso o projecto europeu LandSense, centrado na utilização do crowd-sourcing para a aquisição de dados sobre a cobertura do solo em todo o mundo. Esteve envolvido em vários projectos de cobertura do solo e classificação de culturas na Eslovénia, Turquia e Azerbaijão. Atualmente lidera a Global Earth Monitor, abordando o desafio da monitorização contínua de grandes áreas de uma forma sustentável e rentável.

Matej foi um dos criadores da aplicação web BlueDot Water Observatory, que estabelece um sistema de monitorização global para todas as massas de água em áreas de alto risco a partir de imagens de satélite. Para delinear a atual extensão de água, esta aplicação desenvolve um algoritmo que verifica e processa os dados mais recentes do Sentinel-2, utilizando os serviços da plataforma digital Sentinel Hub para detetar massas de água na superfície do nosso planeta.

 

Maria João Costa · Instituto de Ciências da Terra, Universidade de Évora

Doutorada em Física pela Universidade de Évora e Mestre em Ciências Geofísicas - Meteorologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Professora Associada com Agregação no Departamento de Física e Diretora do Programa Doutoral em Ciências da Terra e do Espaço da Universidade de Évora. 

Coordena o grupo de investigação em Ciências da Atmosfera, Água e Clima do Instituto de Ciências da Terra e o Earth Remote Sensing Laboratory da Universidade de Évora. Tem dedicado grande parte da sua investigação à deteção remota da atmosfera e monitorização da qualidade de águas interiores utilizando satélites de Observação da Terra.

É autora/co-autora de mais de 100 artigos científicos, coordenou vários projetos de investigação e orientou/coorientou mais de 15 estudantes.

 

 

Carolina Sá · Agência Espacial Portuguesa - Portugal Space

Responsável pelos projetos de Observação da Terra da Agência Espacial Portuguesa - Portugal Space. Doutorada em Ciências Marinhas pela Universidade de Lisboa, dedicou-se ao campo da deteção remota por satélite para poder estudar plantas aquáticas microscópicas (i.e., o fitoplâncton) a partir de uma perspetiva diferente: o Espaço.

Especializou-se em sistemas de deteção remota por satélite da cor do oceano e trabalhou como investigadora por mais de dez anos, centrando-se em atividades e aplicações de validação de dados de satélite para promover e apoiar a Economia Azul.

Trabalha na Portugal Space desde 2019 e na delegação nacional que segue os programas da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Comissão Europeia na área da Observação da Terra. Atualmente tem como objetivo preencher a lacuna entre a pesquisa e aplicações da Observação da Terra, ciência e indústria, tecnologia e sociedade.

 

 

Porquê monitorizar a água?

Para resolvermos alguns dos problemas com que nos deparamos neste momento, primeiro temos de os identificar. Atualmente são-nos colocadas questões muito importantes, como por exemplo: de que forma é contabilizada a quantidade e a qualidade da água que existe nas nossas albufeiras? De onde provêm os dados que temos? Temos de nos preparar para enfrentar a seca que estamos a viver, bem como as outras que se seguirão, até porque elas se irão agravar no futuro devido à mudança climática.

 

Links e recursos úteis

Para saber mais sobre o trabalho desenvolvido pelos nossos convidados e sobre os temas que foram abordados nesta sessão, aconselhamos a consulta de duas páginas web em particular: a do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos, para conhecer a situação das Albufeiras em Fevereiro de 2022, e a da plataforma digital Bluedot Water Observatory

Apresentamos também aqui o resultado de um estudo efetuado pela LS Engenharia Geográfica, uma empresa especializada na aquisição e edição de informação geoespacial e produção de cartografia para fins comerciais e industriais. Neste caso, foi possível produzir informação hidrográfica a partir de dados de satélite, com aplicação em zonas costeiras. Trata-se de um GIF que mostra um estudo comparativo de duas imagens de satélite obtidas para o mesmo local num intervalo de 4 anos. Nesta figura vemos as superfícies inundadas na barragem do Alto Lindoso, no Parque Nacional da Peneda-Gerês:

 

 

Esta tecnologia foi desenvolvida em parceria com a Agência Espacial Europeia e tem uma aplicação global, com capacidade para cobertura de grandes extensões. É ideal para a produção de modelos essenciais para o estudo de hidrodinâmica e apoio a obras marítimas ou estudos ambientais. Saiba mais aqui sobre o trabalho desenvolvido pela LS Engenharia Geográfica, que disponibiliza ainda três recursos muito interessantes sobre a gestão de recursos hídricos através de imagens de satélite: geolocalização de bacias hidrográficas, deteção remota de faixas de combustível e imagens multiespectrais em obras marítimas.

 

Convidados da 1.ª sessão

23 FEVEREIRO · 19.00

O tema desta sessão foi “Espaço para salvamentos e buscas”, na qual abordámos a utilização de tecnologias espaciais na ajuda às missões de busca e salvamento resultantes das crises migratórias e humanitárias. Contámos com um painel formado por três convidados:

  • Miguel Duarte, aluno de doutoramento em Matemática no Instituto Superior Técnico e voluntário em missões de resgate e salvamento de migrantes e refugiados no mar Mediterrâneo, na Grécia e na Turquia; 

  • Ricardo Mendes, Engenheiro Informático, co-fundador e CEO da TEKEVER, grupo empresarial português que desenvolve tecnologia, produtos e serviços nas áreas das Tecnologias de Informação e Comunicação, Aeronáutica, Espaço, Defesa e Segurança; 

  • Alina Esteves, doutorada em Geografia Humana, investigadora do grupo de investigação MIGRARE do Centro de Estudos Geográficos, Instituto de Geografia e Ordenamento do Território.

Moderação: Ana Noronha, Diretora Executiva da Ciência Viva

 

Miguel Duarte  · Doutorando em Matemática e Voluntário da HuBB - Humans Before Borders

Miguel Duarte deu-nos um testemunho em primeira mão das crises humanitárias e migratórias que se vivem atualmente em algumas regiões do globo, bem como a sua perspetiva sócio-política desta situação.

Licenciado em Física Teórica pelo Instituto Superior Técnico em Lisboa, Miguel Duarte encontra-se neste momento a fazer um doutoramento em Matemática na mesma universidade. 

Envolveu-se pela primeira vez na crise dos refugiados em 2016, quando se juntou à tripulação de um navio humanitário no Mediterrâneo Central, o Iuventa. A bordo deste navio, enquanto voluntário da organização não-governamental Jugend Rettet, Miguel ajudou a salvar cerca 14 mil refugiados e migrantes. Desde então, participou em várias missões de resgate e de apoio às comunidades dos campos de refugiados na Grécia e na Turquia.

Miguel Duarte pertence ainda ao coletivo HuBB - Humans Before Borders, com o qual desenvolve um trabalho de sensibilização, advocacy e apoio às organizações que trabalham na linha da frente das crises humanitárias e migratórias. 

 

 

Ricardo Mendes · Engenheiro Informático, CEO da TEKEVER

Ricardo Mendes falou-nos das vantagens e limites da utilização de tecnologias espaciais concretas no salvamento de vidas em risco no mar ou no oceano.

Mestre em Engenharia Informática e de Computadores, Ricardo Mendes foi docente e investigador do Departamento de Engenharia Informática do Instituto Superior Técnico, tendo lecionado diversas cadeiras na área da Inteligência Artificial, Programação, Sistemas de Informação e Engenharia Organizacional.

Em 2006 deixou a docência para se tornar num dos co-fundadores da TEKEVER, da qual é hoje o CEO. Esta empresa actua nas áreas dos Sistemas Aéreos Não Tripulados, do Espaço e da Transformação Digital e é a actual líder europeia na área da Vigilância Marítima. Recentemente, ganhou um concurso lançado pela Agência Europeia de Segurança Marítima (EMSA) que lhe permitirá liderar um programa de desenvolvimento dos drones AR5 que são utilizados pela TEKEVER em patrulhas marítimas no controlo do tráfico humano e da migração. O programa em questão vai permitir que estes drones transportem balsas para salvar vidas, algo que nunca tinha sido feito em todo o mundo. 

Na área do Espaço, a esta empresa é um dos principais fornecedores de sistemas de comunicação entre satélites a nível Europeu, e o líder de diversos projectos estratégicos nacionais, com destaque para o projeto INFANTE, no âmbito do qual está a ser desenvolvido o primeiro micro-satélite 100% Português.

 

Alina Esteves · Investigadora do Grupo MIGRARE, no Centro de Estudos Geográficos do IGOT

Alina Esteves falou-nos dos seus estudos, deu-nos a sua perspetiva sobre as crises migratórias e apresentou possíveis soluções para este problema.

Doutorada em Geografia Humana e Mestre em Geografia Humana e Planeamento Regional e Local pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Investigadora do Grupo “MIGRARE – Migrações, Espaço e Sociedade”, do Centro de Estudos Geográficos (CEG) do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT) da Universidade de Lisboa. MIGRARE é um grupo de investigação aplicada na área das migrações e estuda os seus efeitos nos processos de transformação demográfica e sócio-espacial.

Alina Esteves é também a coordenadora nacional do portal de divulgação de informação sobre migrações, patrocinado pela Comissão Europeia, o European Web Site on Integration.

Dedica-se ainda à investigação e ao estudo das migrações internacionais, fecundidade e envelhecimento da população, insegurança e criminalidade, desigualdades socioeconómicas, e perceção do espaço.

 

 

Primeira edição

(Re)veja aqui as gravações integrais da primeira edição d′O Espaço à Quarta, que decorreu entre Janeiro e Junho de 2021. Conheça aqui os nossos convidados dessas seis sessões. As gravações incluem a rubrica final O Minuto do Professor. Todas as edições desta rubrica podem ser encontradas na nossa página de recursos.





Partilhe