Astronauta Jeffrey Hoffman no Pavilhão do Conhecimento


O astronauta Jeffrey A. Hoffman, famoso por ter ido ao Espaço em 1993 para consertar uma avaria no Telescópio Espacial Hubble, esteve no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, no dia 5 de Julho, para nos contar ao vivo essa aventura e responder a questões sobre a sua experiência como astronauta.

A sessão com o “Hubble Repair Man”, como ficou conhecido, pode ser revista nesta página ou no canal de YouTube do Pavilhão do Conhecimento.

 

Sobre a sessão

O que acontece quando um telescópio espacial “precisa de óculos” e tem os painéis solares desalinhados? Como fazer reparações em equipamentos que estão em órbita a 550 quilómetros de distância da Terra? No dia 5 de Julho, tivemos a sorte de ter connosco a pessoa certa para nos responder pessoalmente a estas e muitas outras perguntas.

Às 18.00, o astronauta da NASA Jeffrey A. Hoffman aterrou no Pavilhão do Conhecimento para nos falar da sua missão espacial em 1993, quando viajou até ao Telescópio Espacial Hubble para fazer trabalhos de reparação do seu espelho primário e nos painéis solares que foram substituídos

Um pequeno pedaço do painel solar original do Hubble encontra-se em exposição no Auditório José Mariano Gago. Ana Noronha, Diretora Executiva da Ciência Viva, explicou como esta relíquia de um telescópio espacial chegou até nós através da ESA. Reveja aqui a sessão (falada em INGLÊS), a partir do minuto 19:05:

 

A sessão com o astronauta Jeffrey Hoffman durou cerca de 1h34 (começa ao minuto 19)

 

Jeffrey Hoffman veio a Portugal para participar como orador no Space Studies Program (SSP) da International Space University, que foi organizado no nosso País pela Agência Espacial Portuguesa - Portugal Space e pelo Instituto Superior Técnico.

 

Jeffrey Hoffman, o “Hubble Repair Man”

Astronauta Jeffrey Hoffman em 1990

Entre 1978 e 1997, Jeffrey Hoffman fez cinco voos espaciais e tornou-se o primeiro astronauta a registar 1.000 horas de tempo de voo a bordo do Vaivém Espacial. Realizou quatro passeios espaciais, incluindo o primeiro não planeado na história da NASA em Abril de 1985 e a missão inicial de reparação/resgate do Telescópio Espacial Hubble em Dezembro de 1993. Após o sucesso alcançado nesta missão, na qual teve um papel preponderante, passou a ser mundialmente conhecido como o “Homem de Reparação do Hubble”.

Hoffman doutorou-se em Astrofísica pela Universidade de Harvard em 1971 e recebeu o grau de mestre em Ciência dos Materiais pela Universidade de Rice em 1988.

Ajudou a desenvolver e realizar testes de desenhos avançados de fatos espaciais de alta pressão e de novas ferramentas e procedimentos necessários para a montagem da Estação Espacial Internacional. Os seus principais interesses de investigação são a melhoria da tecnologia dos fatos espaciais e a conceção de sistemas espaciais inovadores para a exploração espacial humana e robótica.

Atualmente é professor no Departamento de Aeronáutica e Astronáutica do MIT e dirige o Massachusetts Space Grant Consortium, sendo o responsável pelas atividades educacionais relacionadas com o Espaço.

O nosso convidado desta sessão é também um dos responsáveis por uma experiência científica que coordena na missão Mars 2020 da NASA, na qual será pela primeira vez produzido oxigénio a partir de material extraterrestre. Este será certamente um passo importantíssimo no futuro da exploração espacial humana.

 

As avarias do Telescópio Espacial Hubble

Em órbita desde abril de 1990, o Telescópio Espacial Hubble tem-nos brindado com imagens únicas do Espaço profundo. Graças a ele, hoje podemos ver bonitas e detalhadas fotografias de planetas vizinhos ou observar galáxias que se encontram a mil milhões de anos-luz de distância. Para além do seu inestimável valor científico, as suas espetaculares imagens têm despertado no público um grande interesse pelo Universo. 

No entanto, pouco depois de ter sido lançado para o Espaço, as imagens do Hubble começaram a aparecer desfocadas por culpa de um defeito conhecido por “aberração esférica”. Trata-se de uma distorção ótica provocada por uma deformação do seu espelho principal. Perto das bordas, a curvatura do espelho era menor do que deveria ser em cerca de 1/50 da espessura de um fio de cabelo humano(!). 

Trocar o espelho não poderia ser uma solução porque seria uma operação muito difícil e muito cara. Resolveu-se então corrigir o erro ótico dos seus instrumentos. Por outras palavras, o telescópio teria de ser equipado com “óculos” para poder ver melhor. Em Dezembro de 1993, Jeffrey Hoffman e a sua equipa foram ao Espaço resolver o problema.




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