Espaço à Quarta

6ª Edição

Espaço para as florestas

25 de março

Ainda vai a tempo de ver esta sessão em direto no nosso canal Youtube!

Após a conclusão da sessão iremos disponibilizar todos os conteúdos e temas abordados na mesma. Para que consiga rever esta sessão sempre que desejar.

Porquê este tema?

Mais de um terço do território português é coberto por floresta, representando entre 3.2 e 3.4 milhões de hectares. Do final do século XIX até hoje, tem havido uma preocupação crescente em reflorestar e preservar este ecossistema. Contudo, nos últimos 5 anos, os incêndios consumiram mais de 250 milhares de hectares de áreas florestais, havendo uma tendência na última década para a ocorrência de incêndios mais rápidos e destrutivos. Portugal destaca-se como o país com a maior área ardida na Europa.

Mas que contributo é que as ciências do espaço podem oferecer para este problema? Como é que as imagens de deteção remota, em particular de satélite, nos ajudam a caracterizar o estado da floresta? Como podem ajudar a identificar as áreas ardidas e a sua recuperação? 

Da monitorização da vegetação, ao ordenamento florestal e à simulação de incêndios rurais, Portugal conta já com uma rede de instituições e pessoas que se dedicam a vigiar, preservar e recuperar estes habitats tão importantes para o nosso país e para o planeta. Junte-se à conversa com estes três especialistas e conheça as respostas para o que nunca se lembrou de perguntar!

Convidados desta sessão

Isabel Pôças

Isabel Pôças

ForestWISE

Pedro Venâncio

Pedro Venâncio

AGIF

Mário Caetano

Mário Caetano

Direção Geral do Território

Isabel Pôças

ForestWISE

Doutorada em Ciências Agrárias pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, desempenha atualmente funções como Investigadora Sénior no CoLAB ForestWISE - Laboratório Colaborativo para a Gestão Integrada da Floresta e do Fogo. Os seus domínios de especialização incluem a aplicação de dados e tecnologia de Observação da Terra para monitorização de parâmetros biofísicos da vegetação e monitorização e mapeamento das dinâmicas espácio-temporais da vegetação, dos ecossistemas e da paisagem.

Pedro Venâncio

AGIF

Pedro Venâncio é Perito Coordenador de Sistemas de Informação na Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, I.P. (AGIF). É licenciado em Geologia  pela Universidade de Coimbra e mestre em Sistemas de Informação Geográfica pela Universidade da Beira Interior. Possui uma vasta experiência ao nível do desenvolvimento de sistemas de apoio à decisão na área dos incêndios rurais, alicerçados em bases de dados espaciais, sistemas de informação geográfica e deteção remota. Na AGIF é responsável pelo desenvolvimento e operacionalização do Sistema de Informação de Fogos Rurais (SIFOR), o ecossistema informático que visa compilar, processar e difundir informação técnica de caracterização do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR) e de suportar o processo de planeamento, previsão e apoio à decisão em fogos rurais. Colabora, também, com o Grupo de Trabalho Permanente de Lições Aprendidas, nomeadamente no processamento de dados de deteção remota para reconstituir e analisar os incêndios mais complexos.

Mário Caetano

Direção Geral do Território

Mário Caetano é investigador na Administração Pública desde 1992, sendo atualmente Investigador Coordenador na Direção Geral do Território (DGT) e Coordenador da Equipa Multidisciplinar Inteligência Geoespacial. De Janeiro de 2010 a Setembro de 2014 esteve destacado na Fundação para a Ciência e a Tecnologia, onde foi assessor científico do Presidente e entre 2014 e 2024 foi Subdiretor-Geral da DGT e coordenador do Sistema Nacional de Informação Geográfica (SNIG). Mário Caetano é também coordenador do Sistema de Monitorização de Ocupação do Solo (SMOS) desde a sua criação. Como investigador coordenou ou colaborou em mais de 45 projetos de investigação ou de prestação de serviços à comunidade, e é autor de mais de 205 publicações em livros, revistas e atas de conferências. Mário Caetano tem mais de 30 anos de experiência em docência universitária, incluindo deteção remota, processamento de imagem, sistemas de informação geográfica, cartografia e análise espacial. Ao longo da sua carreira tem representado Portugal em comités diretores e grupos de alto nível das Nações Unidas, Agência Espacial Europeia e Comissão Europeia, relacionados com espaço, observação da Terra, e investigação e desenvolvimento.

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